Meu primeiro choro foi no dia 26/01/07 às 21:01, na Clínica Perinatal, Rio de Janeiro.
Nasci pesando 3,055 Kg e medindo 47,5cm, um garotão, para a felicidade do papai e da mamãe.
A MAMÃE
A mamãe se chama Carolina, tem 24 anos e é ela quem escreve aqui no meu cantinho. Ela ama muito o meu papai e foi através deste amor que eu nasci.
Atualmente ela vive em minha função e não se cansa de me admirar. Ela adora me alimentar e cuidar me mim.
Quer enviar um e-mail para ela? É só clicar no envelope abaixo:
O PAPAI
Seu nome é João Ricardo, tem 30 anos e tem feito de tudo para conciliar o trabalho e o tempo para se dedicar a mim.
Sempre que o meu papai chega do trabalho, vai direto no meu quartinho me dar um beijo. Ele é muito carinhoso e está curtindo muito a nova vida em família.
Desde que eu estava na barriga da mamãe que ele canta para mim e me ensina muita coisa sobre a vida.
Antes de ser mãe, eu fazia e comia refeições quentes.
Eu usava roupas sem manchas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe,
Eu dormia tao tarde quanto eu quisesse e nunca me preocupava com que horas iria para a cama.
Eu escovava meus cabelos e tomava banho sem pressa.
Antes de ser mãe,
Minha casa estava limpa todos os dias.
Eu nunca tropeçava em brinquedos, ou pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe,
Eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas.
Eu nem sabia que existiam protetores de tomada...
Antes de ser mãe,
Ninguem nunca tinha vomitado ou cuspido em mim.Eu nunca tinha sido mordida nem beliscada por dedos minúsculos
Ninguém nunca tinha me molhado.
Antes de ser mãe,
Eu tinha controle da minha mente, dos meus pensamentos, do meu corpo, e do meu tempo.
Eu dormia a noite toda!!
Antes de ser mãe,
Eu nunca tinha segurado uma crianca chorando para que pudessem fazer exames ou aplicar vacinas.
Eu nunca havia experimentado a maravilhosa sensação de amamentar e saciar um bebe faminto.
Eu nunca tinha olhado em olhos marejados e chorado.
Eu nunca tinha ficado tao gloriosamente feliz por causa de um simples sorriso.
Eu nunca tinha sentado tarde da noite só para admirar um bebê dormindo.
Eu nunca tinha segurado um bebê dormindo só porque eu não queria deixá-lo.
Eu nunca havia sentido meu coração se quebrar em um milhão de pedços porque eu não pude parar uma dor.
Eu nunca imaginaria que algo tão pequeno pudesse afetar tanto minha vida.
Eu nunca soube que eu amaria ser mãe.
Antes de ser mãe,
Eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora de meu corpo.
Eu não conhecia a força do amor entre uma mãe e seu filho.
Antes de ser mãe,
Eu não conhecia o calor,
A alegria,
O amor,
A preocupação,
A plenitude,
Ou a satisfação de ser mãe.
Eu não sabia que era capaz de sentir tudo isso com tanta intensidade
Antes de ser mãe...
CRÉDITOS
:::By Mamãe:::
Segunda-feira, Julho 14, 2008
Não! Ainda não desisti do blog.
Voltarei em breve!
postado por: Mamãe Carol às 12:35
Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008
Cof, cof, cof... gente, quanta poeira aqui no meu cantinho. Em quase 4 anos blogando nunca fiquei tanto tempo sem postar, que vergonha.
Pode deixar que não abandonei este cantinho não, mas é que os dias andam muito corridos que o tempo está quase ZERADO para a internet. Juro que não é preguiça nem falta de vontade, ápenas falta de tempo.
João Pedro está correndo pela casa toda, subindo em todos os móveis, batendo a cabeça aqui e ali... ai, ando muuuuuuuito cansada. E agora ele só tira uma soneca por dia, então é quando consigo almoçar, tomar banho e etc.
Por conta dessa energia toda, aumentei a natação dele para 3 X na semana, mas sentimos a necessidade dele interagir com outras crianças, já que andava meio enjoadinho em casa e ficava ótimo na casa de amiguinhos ou no parquinho.
Conclusão: segunda-feira vai começar a adaptação dele na creche. Vai só na parte da tarde, de 14:00 às 18:00, para me dar uma folga e gastar energia. Acho que ele vai gostar, vai ser bom para ele.
Então, resumindo os meses de Janeiro e Fevereiro no meu pouco tempo que me resta...
João Pedro pegou sua primeira virose no início de Janeiro e me deixou de cabelo em pé! Eu tinha uma viagem marcada e tive que cancelar tudo. O menino ficou 8 dias sem comer, febre de 39,5, vomitando água, diarréia... quase pierei! Ele ficou tão magrinho, tadinho, dava muita pena... até fui fazer exame de sangue para ver o que era e não tinha nenhuma infecção, graças a Deus. Mas como é ruim fazer exame de sangue em bebê... nossa, ele ficou traumatizado por umas 3 semanas... não queria deitar em nenhum trocador, achando que era a maca do laboratório, fazia escândalos em fraldário de shopping.
Depois ele ficou bom por uma semana e lá veio mais febre de quase 40 graus e mais 4 dias sem comer... essa segunda vez foi eczantema súbita, pois depois de 3 dias de febre alta, apareceu todo pintado, JUSTO 4 DIAS ANTES DO NIVER DELE. Imginem... quase pirei de novo, com medo disso pegar nos convidados, ou dele ficar enjoadinho na festa, ou de aparecer todo pintado nas fotos.
Mas graças a Deus ele ficou bom a tempo.
Nesse meio tempo ainda organizei a festinha, depois veio carnaval, aí percorri 11 creches para achar uma que fosse do meu gosto e confiança. E ainda adaptando com empregada nova... nossa, gente, estou esgotada!!!
Nem consegui escrever sobre o niver dele, nem nada, que vergonha... não escrevi nenhuma cartinha para meu filhote, mas juro que tentarei me redimir e voltar a escrever como antes.
Por enquanto, fiquem com o vídeo que fiz dele desde que nasceu:
Beijão a todas... que ainda visitam este lugar!
postado por: Mamãe Carol às 13:39
Terça-feira, Janeiro 01, 2008
Primeiramente, FELIZ 2008!!!
Peço mais uma vez desculpas pela falta de um post decente, pelo menos para quem ainda sobrevive ao meu blog, se é que alguém ainda passa neste cantinho. Hoje vou compensar a minha ausência. Mas já vou avisando que em Janeiro talvez não tenha mais...
Acho que agora só em Fevereiro venho dar as caras por aqui, me desculpem, tá? Mas a correria está grande, mandei minha empregada embora, vou viajar nesta semana, ainda não organizei todo o niver do meu pequeno, volto alguns dias antes, vai ter mais correria... então acho que só Fevereiro mesmo.
Saibam que todos os dias penso em vir aqui para contar as novidades e peripécias do filhote, mas não está dando mesmo.
Bom, vamos parar de lerolero e contarei as novidades...
João Pedro está muito fofo e enorme!
Daqui a 25 dias já completa o seu primeiro aninho de vida e está em uma fase de explorar tudo e todos os ambientes.
O menino já está usando fraldas XXG (isso mesmo... EXTRA EXTRA GRANDE, você não leu errado não), pesando uns 12Kg, quase andando, fazendo muita birra quando contrariado, curioso pra tudo, enjoadinho para comer por causa do calor e do nascimento dos dentões de cima.
Ele AMA piscina de bolinhas e se diverte muito nelas, inclusive já tem uma em casa.
A maior novidade mesmo é que agora só quer andar, andar, andar... ainda com a ajuda de um adulto, mas só quer uma mão. A outra vai segurando algum brinquedo ou sozinha ao vento, hahaha. Mais alguns dias e o menino já estará totalmente independente. Quem sabe antes do aniversário?
Já entende TUDO o que falamos e responde com vários dádádá, bábábá e com os olhares para os objetos que perguntamos. Alguns exemplos do que já sabe o que significa: luz (a palavra preferida, olha logo para o teto), banho (vai correndo em direção ao banheiro quando perguntamos se quer tomar banho), papá, sol, mamãe, vovó, papai, passear (outro que ele ama, vai logo para o carrinho dando gritinhos de felicidade), árvore, papai noel... e várias outras palavrinhas que ele vai entendendo a cada dia.
Nos últimos 5 dias do ano batemos ponto na praia. Nossa, o calor está tão intenso que todos os dias fomos nos refrescar na água congelante do mar. No primeiro dia João Pedro estranhou a areia, mas já no segundo se divertiu como uma criança grande, hahaha.
Era areia para tudo que é lado... na boca, olho, ouvido, bumbum, cabeça. E haja banho para sair tudo!
E por causa do calor e do suor excessivo, João Pedro toma uns 4 banhos por dia. A natação é a melhor hora da semana e a mangueira na casa da vovó Regina é habitualmente usada, desde que foi descoberta, há quase um mês.
E eu mudei o meu look. Resolvi cortar a franja e estou me amando! João Ricardo também gostou e estou me sentindo mais leve, mais bonita, melhor. Meu look para 2008:
Nosso reveillon foi bom, passamos na casa da vovó Regina e João Pedro acordou 23:50 muito assustado com os fogos. Chorou muito e só foi dormir depois de 2 da madrugada.
Detalhe para o look pai-e-filho de 2008:
Quem quiser ver alguns vídeos do mês passado, acessem www.youtube.com/bebejoaopedro Tem João Pedro andando, inclusive.
Beijos a todas e Feliz 2008 mais uma vez!!!
postado por: Mamãe Carol às 23:01
Domingo, Dezembro 23, 2007
postado por: Mamãe Carol às 11:49
Quinta-feira, Dezembro 20, 2007
Você consegue adivinhar...
... qual será o tema do 1o aniversário do João Pedro?
Vejam o vídeo abaixo e me digam se eu tive outra escolha para o tema:
E olhem que gracinha ele cantando parabéns:
Beijos...
postado por: Mamãe Carol às 14:25
Sexta-feira, Dezembro 07, 2007
Ai meninas, sei que estou em falta, mas não vai ser desta vez que farei um post decente. Falta de tempo. Passei mesmo para deixar a sessão de fotos que fiz hoje do meu SuperMan. Achei muito fofo e não resisti. Pelo menos deixo vocês atualizadas com o tamanho do meu filhote.
Ele está quase ficando em pé sozinho e o achei imenso nessas fotos. Detalhe para a ponta do pé na sandália.
Demais, né?
Fora isso ele está sugando todas as minhas energias, nem consegui montar a minha árvore de Natal e nem sei se o farei, porque o trabalho vai ser dobrado com os infinitos "NÃOS" que virão com ela.
Ele está fofo, mas muito levado.
Bjos e bom fim de semana!
Ah, parabéns Vivi, pelo seu niver hoje!
postado por: Mamãe Carol às 12:24
Terça-feira, Novembro 27, 2007
Impossível ler este texto e não postá-lo aqui. Ele é perfeito demais.
É tudo o que estou vivendo nos últimos 10 meses:
UMA SOLIDÃO SOLTEIRA
por Fabrício Carpinejar (www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br)
O que é ser mãe? É nunca precisar responder a essa pergunta. Diferente de pai, que sempre se explica e gosta de se explicar. Mãe parece que nasce sabendo, não importa a idade, não importa a disposição. Julga-se como um dom natural e um desejo de vida, desde o momento em que brincava de boneca na infância e formava uma família imaginária no quarto. Que menina, quando pequena, já não sonhava em trocar a roupa do filho ao vestir e desvestir sua Barbie? Ser mãe não é encarado como profissão nem deve, mas é tão estafante quanto um início de carreira. O papel é visto como prazer e dádiva. Para alguns homens, é reconhecido como o cumprimento de um ideal. Um sonho. Mas não significa que será fácil. E não é. Responde a um dos períodos de maior aprendizado, nervosismo e tensão. Durante a gravidez, a mulher se multiplica. Espiritualmente é duas. Ganha atenção dobrada. Seus pedidos mais estranhos são atendidos. Cavalheirismo e educação exagerados batem à sua porta. Não me refiro aos assentos vermelhos do ônibus e do metrô e dos guichês do banco, reservados a gestantes. Muito além disso: abrem-se os caminhos do entendimento e da cordialidade. Ela encontra uma paz de bosque, uma quietude social. Não é contestada, criticada, desafiada. Nada que prejudique o andamento da gestação. Sua fragilidade a ilumina de carícias.
DEPOIS DO NASCIMENTO, desconfia de que sua barriga serviu para um aluguel de luxo, que os familiares se importavam com a criança a vir, não com a criança adulta que se transforma em mãe. Paparicam o bebê e ela acaba de canto, alheia, sequiosa por um aconchego que não chega. Na hipótese de atravessar uma cesariana, dolorida e custosa, não receberá sequer algum questionamento sobre sua saúde. Andará sozinha, bem lenta, atrás do cortejo. A depressão pós-parto não é uma miragem, sinaliza desvalia.
De uma hora para outra, a mulher não é mais responsável pela sua existência, é responsável por duas vidas. Não poderá se dar ao luxo de pensar somente em si. Pensará em si por último, caso sobre tempo. Aliás, vejo que não é casando que a mulher deixa de ser solteira, ela muda efetivamente de estado civil ao gerar um filho. A dependência é substituída pela independência, no sentido de orientar e educar a criança.
POR MAIS QUE ESTEJA ACOMPANHADA de um marido companheiro e atento, é como se mandasse no campinho. É ela que deverá responder - ou acredita que deve responder - no surgimento de dúvidas e impasses. O homem ainda goza da regalia de coadjuvante, com atenuante de que não precisa conhecer tudo. Pai está aprendendo a ser pai, mãe está ensinando a ser mãe. A crença é que a mulher tem uma enciclopédia embutida no ventre.
Licença-maternidade não é uma licença poética. Não é apenas estacionar o filho na vaga preferencial do seio. Mal se recuperou do parto e enfrenta a multiplicidade de atividades. Não dorme pelo medo de dormir e deixar escapar um apelo do bebê e ser incriminada por omissão. A insônia é o de menos. Até encontrar a posição certa de segurar o nenê para não ter cólicas, até encontrar a melodia adequada que tranqüiliza o choro, até encontrar a postura confortável para não sofrer com dor nas costas, é uma arte.
ENTRE CUEIROS E TIP-TOPS, entre fraldas e lençóis, dificilmente será reconhecida em família pelos seus pequenos e imprescindíveis feitos. De que modo contar a terceiros e ao próprio marido o que fez? Que deu leite, arrumou as roupas, limpou o cocô, deu papinha e que essas operações tomaram o seu dia? As energias gastas em 24 horas serão reduzidas a um relato de três minutos. Dirão que é exagero. Começa a cobrança e a sensação de que não é compreendida.
O marido aparecerá em casa, leve e lépido, mais disposto (é claro), e brincará descansado com o filho, imitará sons de bichos, desfrutará da organização e de uma companhia para dividir as tarefas. Ele curte o que desejava para você. O pai é o parque, a mãe é dia útil. Resta assistir à alegria como se fosse sua.
IMAGINE UMA PROFISSIONAL HIPERATIVA mergulhar de repente nesse mundo em que nada aparenta acontecer e tudo acontece sem jeito de demonstrar? Ter a rotina reduzida a dez quarteirões do bairro, na faixa que compreende a quitanda, a farmácia, a praça e o mercado, como um exílio em sua cidade? Uma mãe recente é uma ótima crítica da televisão à tarde. Pela primeira vez, é capaz de opinar com fundamento sobre a qualidade dos programas.
De um comercial a outro, o filho cresce mais rápido do que supunha. O que adiava para fazer continuará adiando. Se nos preparativos, demorava séculos para definir a cor do enxoval, as decisões agora são rápidas e fulminantes. São para ontem. O filho largou o peito, deve então acertar a temperatura do leite, preparar a comida, optar pelas peças da gaveta. Será que ponho casaco ou não? Está quente ou frio? O ponto mais visitado é a bunda rosada da criança, para verificar assaduras. As mãos cheiram a hipoglós e não é de estranhar que a pasta branca fique nos vãos dos dedos no momento de dormir. E, quando toca o telefone, a mãe se envergonha de dizer que está segurando o filhote no colo e faz o impossível para que a voz na linha não note o incômodo. Um malabarismo para acalmar os gritos do pequeno, entender a conversa e ser educada. Mãe carrega muita culpa desnecessária. A maternidade é uma solidão desproporcional, uma solidão solteira em cama de casal.
A libido fica em baixa, não se tem a mesma vontade louca de transar. Nem é vontade, é disposição, condicionamento físico. Após desbotar o tapete do corredor no vaivém, não há como se arrumar. Arrepende-se dos espelhos no quarto adquiridos para projetar posições eróticas. O homem se aproxima dengoso e amoroso e a dor de cabeça é a saída menos explicativa. Existe um cansaço inclusive para DR (Discutir o Relacionamento).
A mulher se vê acima do peso, com os seios estranhamente grandes (talvez o homem goste da protuberância, esquece que o aumento é inchaço, dói e não é para ele) e a cintura se equilibrando com a transformação. Pela primeira vez, um maiô não é uma idéia insuportável. O corpo está longe da rigidez e para recuperar as formas antigas só com muita ginástica, musculação e sorte.
ELA ESTÁ DISTANCIADA DO NÉCESSAIRE, substituída pela sacola forrada de plástico, com pomadas, panos, bicos e o restante infinito do arsenal infantil. O máximo a fazer é paquerar a sinaleira. O único jeito de avançar no sinal vermelho é ali, com o carrinho de bebê na faixa de segurança.
Se não está aprontando e ordenando as coisas, está limpando a bagunça. Se não está encaminhando a criança ao sono, está dormindo junto. O banho de banheira da criança que encharcará o piso será o raro momento em que se ausentará, ouvirá novamente sua respiração e buscará informações atualizadas da rua.
Falei do trabalho, porém é o isolamento que mata. O pai age, na maioria das vezes, como um porteiro das visitas, cumpre a convenção social de mostrar o bebê para em seguida continuar suas conversas. Um elogio pra lá, um elogio pra cá, a criança abandona a cena e a mãe corre atrás, para atender as chamadas noturnas. Não há como acompanhar os papos entusiasmados e eufóricos. Escuta-se as risadas do quarto, com receio de que a criança seja acordada e tenha que recomeçar o acalento. Torce para que as visitas saiam cedo.
OS AMIGOS E AMIGAS DA MULHER, de contato freqüente, de repente desaparecem. No início, podem rodear o bebê, propor bilu-bilu e esganiçar dublagens. Exaltam o nascimento. No instante do socorro e exaustão, nenhuma alma por perto. Acontece uma segregação silenciosa e terrível. Alguns se afastam para não incomodar, outros para não serem incomodados.
Durante essa fase, os relacionamentos escasseiam também devido à exclusividade materna. Quem não tem filho pode achar esquisito, mas pais discorrem na mesa sobre quantas vezes a cria foi aos pés e a cor das idas e vindas! Ela encontrará dificuldade de conversar de outros assuntos que não os relativos ao seu filho. Afinal, seu universo gira em torno dele. Vai se aproximar de outras mães para dividir suas dores e delícias. Um dos motivos para que as reuniões das creches sejam longas. É um momento de desafogo e de cumplicidade.
A MÃE QUER SE SENTIR OUVIDA, falar do que incomoda na hora em que sente. Não depois quando já se confortou. Ou antes quando não entende. Tal jornal – mãe é para ser lida no dia. A pior coisa para ela é estocar sentimentos e apreensões, como quem guarda inutilmente papel velho. Mãe deve dizer o que a confunde de pronto e ser respeitada em silêncio até o fim, para que a preocupação não seja convertida em recalque.
Quando não está ao lado da criança, mãe padece com severa intensidade. Uma saída para se distrair – ou ao retornar ao trabalho –, e está ligando apavorada para a babá, solicitando relatos minuciosos dos últimos movimentos do rebento. Pavor de que não há quem cuide melhor do que ela. Ou pavor de que alguém cuide melhor do que ela.
O QUE É SER MÃE? É nunca precisar fazer essa pergunta. O que se experimenta em segredo, o esforço hercúleo, o afeto pontual serão recompensados com a telepatia. A mãe notará que é possível esconder seus sentimentos de qualquer um, menos de sua criança, que alisará seus cabelos no desalento com o pente das unhas e nadará com alegria em seu corpo em cada abraço. E basta observar que a criança imita seu trejeito, basta reparar que a criança segura os objetos com a sua firmeza, basta reconhecer na voz dela o galho florido de seu timbre, basta cheirar o cangote e descobrir quantas fragrâncias não foram criadas, basta vê-la caminhar longe do apoio, balançando como um pingüim, basta ouvi-la dizer “mãe” com a pausa de uma reza, basta ser surpreendida com as repetições de suas idéias, basta que ela invente novas possibilidades para linguagem, basta que ela ponha a digital em um cartão, que ela retribua o “eu te amo”, e as adversidades serão esquecidas. As adversidades já serão amor.
postado por: Mamãe Carol às 15:45
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Não sei porque não vim aqui antes, sei lá... acho que estou desanimada, ou na correria mesmo.
Já comecei a ver a festa de um aninho do João Pedro, que vai ser do Barney. Farei uma coisa simples mesmo, na casa da minha mãe, como foi o chá de fraldas.
Nossa, estou com muitos eventos nos próximos dias e etsou quase pirando!
Tenho um encontro de família em outra cidade nos dias 1 e 2 de Dezembro. No mesmo dia 1 tenho 2 festas que não conseguirei ir, no dia 2 tem outra, do filho da minha prima, dia 4 tem festa da minha afilhada, dia 6 é o niver da minha mãe, dia 7 de uma amiga, dia 8 tem um show que o marido está insistindo para eu ir com ele, dia 11 tem festa da empresa dele, dia 13 outra, dia 14 tem niver do Henrique (né, Lú?).
E eu nem montei minha árvore de Natal, nem consegui ir na R. da Alfândega comprar coisinhas para o niver do meu filhote, nem consegui tirar uma foto decente para o cartão de Natal.
Aí já vem Natal, depois Reveillon... aí eu viajo e só volto na semana do niver do João Pedro. Dá para acreditar que conseguirei sobreviver? Bom, espero que sim.
Carla, amiga, me perdoa, mas não consegui nem um tempinho para ir para o Natal Luz... e ainda tenho que postar sobre esta minha viagem de Janeiro, que vai dar o que falar.
Estou sem tempo de vir contar as ínumeras novidades e peripécias do pimpolho. Ele está cada dia mais fofo e cheio de gracinhas.
Mas também está numa fase de muito medo e grude comigo. Nossa, o levei para ver o Papai Noel e de longe ele já endureceu, grudou no meu pescoço e chorou, chorou, chorou... tadinho, morreu de medo. Chorou muito e por uns 30 minutos. E a minha vontade de tirar uma foto dele com o velhinho foi para o espaço!
Ontem aproveitei o feriado e fomos ao Jardim Botânico. João Pedro que ainda não conhecia areia, ficou encantado e muito sujo de tanto brincar na terra. Encontramos com nosso grupinho, agora um pouco maior: João Pedro (quase 10 meses), Antônio (quase 9), Rafaela (quase 8), Miguel (quase 7) e Sofia (quase 6 meses).
postado por: Mamãe Carol às 15:24
Segunda-feira, Novembro 12, 2007
Olhem a última do meu filhote charmoso: namora todo mundo com os olhinhos, um fofo!
Nossa, como eu mordo e aperto esse menino!
Beijos e boa semana a todas!
Sintam-se "namoradas" pelo meu filhote!
postado por: Mamãe Carol às 15:27
Quarta-feira, Novembro 07, 2007
3 Novidades da Semana Passada
O segundo dente de baixo do João Pedro nasceu 2 dias depois do primeiro e já consegui registrá-los:
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João Pedro andando de bicicleta com o vovô Pedro:
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João Pedro saiu na Revista Crescer.
Quem quiser conferir pessoalmente é a edição de Novembro/07, página 108:
Beijos a todas...
PS1: Ah, já estou bem melhor. O resultado do exame de sangue saiu e não era nada de Citomegalovírus, graças a Deus. Foi mesmo a estomatite que fez o fígado aumentar.
Vida normal agora, ufa!
Bom, pelo menos consegui 2 noites de sono, pois minha mãe levou o filhote para dormir na casa dela.
PS2: Ilka, parabéns pelo nascimento da filhota! Deixe o seu email no próximo comentário para eu te enviar um cartãozinho, tá? Beijocas para as duas!
PS3: Fabi, a estomatite não foi causada por algo que eu comi não. Foi algum vírus que eu peguei no ar.
postado por: Mamãe Carol às 18:47
Terça-feira, Novembro 06, 2007
PRECISO BENZER A MINHA FAMÍLIA!
Cruzes, nos últimos meses foi um tal de gripe pra cá, vírus pra lá, meu marido teve citomegalovírus, minha cunhada também, meu sogro abriu a cabeça, e agora chegou a minha vez!
Quinta passada eu comecei com muita dor de cabeça, febre alta e dor no corpo. Minha mãe logo achou que fosse dengue e me entupiu de água.
Sexta fiz exame de sangue e deu tudo normal.
Mas a noite a dor de cabeça continuava me irritando e a febre chegou a 39,8 graus!!! Corri para o hospital, pois estava muito mal, parecia que tinha sido atropelada, de tanta dor no corpo e dor na cabeça.
Chegando lá, o diagnóstico: estomatite.
Não deu outra: sábado minha boca toda estourou e a dor no estômago apareceu. A febre e a dor de cabeça passaram, mas não consigo comer quase nada desde então.
Ontem fui no gastro e ele viu que meu fígado estava aumentado. Logo achou que eu estivesse com citomegalovírus, ou hepatite, ou mononucleose.
Cruzes!!!
Conclusão: estou de repouso, sem nem pegar o João Pedro no colo. Minha mãe está segurando as pontas para mim e o levou para dormir na casa dela esta noite.
E eu estou pensando seriamente em benzer a minha casa!
Bjos...
postado por: Mamãe Carol às 13:04
Quinta-feira, Novembro 01, 2007
NASCEU!!! ... o primeiro dente do filhote!!! Há uma semana que a gengiva dele está super inchada e eu procurava o dente todos os dias em vão. Ele estava aflito, roçando a gengiva em tudo e babando mais que o normal, acordando e madrugada... E ontem uma pontinha do dente inferior direito resolveu dar as caras!
Quer dizer... com muito custo consigo sentir a pontinha do dente, porque ele não deixa ninguém chegar nem perto da boquinha, trava a boca, vira para o lado, se joga para trás.
O jeito é fazer ele gargalhar para abrir bem a boca aí dá para ver a gengiva rasgadinha com um branquinho.
Fotos então... nem pensar por enquanto! Deixa o dente crescer um pouco que eu tento.
O dente do lado deve apontar nos próximos dias também.
Segunda passada fomos na pediatra e ele está com 11Kg!!! Alguém aguenta esse chumbinho? Minha coluna está pedindo arrego!
Bom feriado a todas!!
postado por: Mamãe Carol às 15:19
Sábado, Outubro 27, 2007
Alguém pode me dizer aonde foi parar aquele bebezinho calminho e sorridente?
O sorriso continua, mas a calmaria... foi para o espaço!
Ontem João Pedro completou 9 meses e não pára mais quieto para brincar. Agora a diversão é explorar o mundo engatinhando para tudo que é lado, subindo aonde pode (e não pode), recebe diversos "NÃOs" ao longo do dia quando vai mexer nas tomadas, chinelos, televisão, rodas sujas do carrinho, geladeira e gavetas.
E ainda faz cara de sapeca para receber o "AÍ NÃO!, NÃO MEXE AÍ, TIRA ISSO DA RETA!", hahaha, dá para aguentar uma coisa dessas?
Olhem o detalhe da ponta dos pés:
João Pedro é fascinado nos DVDs da série "Bebê Mais" e já "escolhe" o que quer assistir.
Sobe na caixa de brinquedos, escala tudo o que vê pela frente, inclusive as pernas das pessoas, sofá, cadeiras, berço, móvel da TV e etc.
Olhem só esse vídeo do "sobe e desce" do brinquedo:
Dança feliz da vida quando toca a musiquinha:
João Pedro está numa fase muito gostosa de brincadeiras e se diverte muito com o pai.
Quero ver quem consegue não rir com esse vídeo:
Em compensação, luta MUITO contra o sono e resolveu que agora quer ficar acordado até meia noite.
Olhem o fogo do menino no sábado passado às 22:00:
E ai de quem tentar colocar o garoto para dormir cedo: é escândalo na certa.
João Pedro continua muito guloso e devorando a comida de quem estiver na frente.
Olhem o bico!!!
Isso ERA a salada de frutas da dinda, com creme de leite!
Vejam o vídeo:
A paixão por água também continua. Vai para o banho dando gritinhos de alegria e a aula de natação é sempre uma farra.
Gostaram do post mais que decente?
Beijos da mamãe Carol e do punk estiloso...
postado por: Mamãe Carol às 13:26
Quinta-feira, Outubro 25, 2007
Muita chuva, pequenas obras em casa e sem muito programa para fazer com o pequeno. Hoje deixo aqui alguns vídeos. Amanhã tentarei postar decentemente.
Não é a gargalhada mais gostosa?
Com o amigo Erick, se divertindo na piscininha:
No início do mês, quando começou a fase dos "NÃO":
Vejam este até o final e me digam se não é de derreter o coração? É por isso que vale a pena ser mãe, apesar das noites mal dormidas e da abdicação de inúmeras coisas.
postado por: Mamãe Carol às 14:26
Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Carla, Sandro, Erick e *bebê* foram embora ontem e deixaram saudades... a casa está vazia e silenciosa. João Pedro ficou encantado "com o irmão mais velho" Erick e queria imitar tudo o que o maior fazia. Uma pequena amostra do que vem pela frente na vida da minha amiga. Só sei que meu filho, bagunceiro e sociável que é, adorou ter a casa cheia e me deu um sossego quando o Erick estava por perto, hahaha. Grandes companheiros de brincadeiras.
Foi uma semaninha regada a água de coco na praia, shopping, churrascaria, zoológico, vôo de asa delta, pedalinho na Lagoa, Corcovado, restaurante japonês, ida a Niterói, lanches, brincadeiras de Dia das Crianças, muita conversa das mulheres, papo dos maridos, mais shopping e etc, etc, etc.
Selecionei algumas das milhares de fotos tiradas. Cliquem na imagem para vê-la ampliada.